O perfil geotécnico típico de Ribeirão Preto alterna camadas de areia fina argilosa, oriundas da Formação Adamantina, com lentes de solo laterítico concrecionário — as chamadas “pedras de ferro” que dificultam perfurações manuais. A cidade, com mais de 720 mil habitantes e situada a cerca de 500 metros de altitude, exige campanhas de investigação que identifiquem essas transições antes de qualquer fundação superficial. A sondagem a trado permite acessar os primeiros 5 a 8 metros do terreno, coletando amostras deformadas que são analisadas no laboratório para definir a consistência e a composição real do solo. Quando a perfuração atinge o nível d’água suspenso — comum em bairros como a Lagoinha — interrompemos a escavação e recomendamos complementar com sondagens SPT para obter dados de resistência à penetração e profundidade do lençol freático.
Amostrar a crosta laterítica de Ribeirão Preto exige trado helicoidal robusto — a falsa sensação de solo competente some 2 metros abaixo.



