Entre a zona sul, sobre os basaltos da Formação Serra Geral, e a região do campus da USP, onde os arenitos do Aquífero Guarani condicionam a infiltração, a resposta elétrica do subsolo muda radicalmente. Essa diferença não é curiosidade acadêmica.
É o fator que decide a profundidade de uma fundação, o risco de contaminação de um poço ou a viabilidade de uma obra de grande porte em Ribeirão Preto. A Sondagem Elétrica Vertical permite ler essas variações em profundidade sem perfurar um centímetro. O método injeta corrente contínua no terreno e mede a diferença de potencial entre eletrodos, construindo um perfil de resistividade que revela camadas de rocha sã, zonas fraturadas saturadas e lentes de solo colapsível. Em projetos que exigem precisão na interface rocha-alterada, a SEV entrega dados que a sondagem mecânica sozinha não alcança. Para complementar a investigação direta, o ensaio CPT é frequentemente associado quando se deseja aferir a resistência de ponta em camadas arenosas identificadas no imageamento geoelétrico.
A resistividade revela o que está oculto: da profundidade do basalto são à pluma de contaminação, sem mover um metro cúbico de terra.



