A verticalização de Ribeirão Preto, acelerada nas últimas décadas sobre o aquífero Guarani, trouxe desafios específicos para a engenharia de fundações. O substrato local, formado por arenitos da Formação Botucatu, apresenta comportamento heterogêneo quando submetido a cargas elevadas. A combinação entre lentes de solo residual e horizontes mais competentes exige um projeto de fundações em estacas com investigação detalhada. Para campanhas de reconhecimento em áreas de difícil acesso, recorremos aos poços de inspeção como ferramenta complementar de verificação do perfil. O dimensionamento criterioso, baseado em sondagens representativas e ensaios de laboratório, define a segurança da edificação em cenários com variação brusca de resistência a poucos metros de profundidade.
A presença do arenito Botucatu em profundidades variáveis exige controle rigoroso da cota de ponta das estacas para evitar recalques diferenciais excessivos.



