A expansão urbana de Ribeirão Preto sobre os solos da Formação Botucatu e Serra Geral trouxe desafios geotécnicos que nem sempre aparecem nas sondagens tradicionais. O arenito Botucatu, predominante na zona leste da cidade, apresenta permeabilidade elevada e comportamento hidráulico heterogêneo — e é aí que o ensaio de permeabilidade in situ se torna indispensável. Diferente dos ensaios de laboratório com amostras deformadas, o Lefranc e o Lugeon medem a condutividade hidráulica real do maciço, incorporando fraturas e descontinuidades que controlam o fluxo subterrâneo. Nossa equipe executa estes ensaios em Ribeirão Preto seguindo recomendações da ABNT NBR 16208 e diretrizes do Eurocode 7 para investigações geotécnicas em maciços fraturados.
Medir o coeficiente de permeabilidade in situ evita surpresas na escavação: um erro de ordem de grandeza no k pode inviabilizar um sistema de rebaixamento.



