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Ensaio de permeabilidade in situ (Lefranc/Lugeon) em Ribeirão Preto

Engenharia geotécnica com critério regional.

SAIBA MAIS

A expansão urbana de Ribeirão Preto sobre os solos da Formação Botucatu e Serra Geral trouxe desafios geotécnicos que nem sempre aparecem nas sondagens tradicionais. O arenito Botucatu, predominante na zona leste da cidade, apresenta permeabilidade elevada e comportamento hidráulico heterogêneo — e é aí que o ensaio de permeabilidade in situ se torna indispensável. Diferente dos ensaios de laboratório com amostras deformadas, o Lefranc e o Lugeon medem a condutividade hidráulica real do maciço, incorporando fraturas e descontinuidades que controlam o fluxo subterrâneo. Nossa equipe executa estes ensaios em Ribeirão Preto seguindo recomendações da ABNT NBR 16208 e diretrizes do Eurocode 7 para investigações geotécnicas em maciços fraturados.

Medir o coeficiente de permeabilidade in situ evita surpresas na escavação: um erro de ordem de grandeza no k pode inviabilizar um sistema de rebaixamento.

Nossas áreas de serviço

Procedimento e escopo

A diferença de comportamento hidráulico entre a zona sul de Ribeirão Preto, sobre basaltos fraturados da Serra Geral, e a zona norte, sobre arenitos porosos, é marcante. Enquanto no basalto a percolação se concentra em fraturas subverticais onde o ensaio Lugeon é mais representativo, no arenito o fluxo intergranular exige o Lefranc com piezômetro Casagrande para medir cargas constantes e variáveis. Em projetos que exigem rebaixamento do lençol, a integração do ensaio de permeabilidade com sondagens SPT permite correlacionar a estratigrafia com os trechos de maior entrada d'água. Para obras lineares sobre aterros controlados, o ensaio de compactação com cone de areia complementa a verificação da condutividade da camada superficial compactada.
Ensaio de permeabilidade in situ (Lefranc/Lugeon) em Ribeirão Preto
Imagem técnica — Ribeirao Preto

Particularidades da região

O aquífero Botucatu, que abastece parte de Ribeirão Preto, está a profundidades que variam de 30 a 80 metros, mas lentes saturadas suspensas sobre camadas argilosas intertrap podem aparecer já aos 8 metros. Desconsiderar estas lentes suspensas e adotar um coeficiente k estimado por correlação granulométrica já causou instabilização de taludes de escavação na região da Avenida Caramuru. O ensaio de permeabilidade in situ reduz a incerteza no fator de segurança de projetos de estabilidade de taludes e evita subdimensionamento de sistemas de bombeamento. Em obras com escavações profundas, a previsão da vazão de infiltração com dados reais de campo é a diferença entre um cronograma cumprido e semanas de atraso por alagamento da cava.

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Normas aplicáveis

ABNT NBR 16208:2014 — Solo — Ensaio de permeabilidade in situ pelo método Lefranc, ABNT NBR 6484:2020 — Solo — Sondagem de simples reconhecimento com SPT, ABNT NBR 11682:2009 — Estabilidade de encostas

Parâmetros técnicos

ParâmetroValor típico
Método executivoLefranc (carga constante/variável) e Lugeon (injeção escalonada)
Norma de referênciaABNT NBR 16208:2014 — Ensaio de permeabilidade in situ
Unidade obtidaCondutividade hidráulica k (m/s)
Intervalo de ensaio (Lugeon)Trechos de 3 a 5 m em maciço rochoso
Controle de pressãoManômetro calibrado + transdutor digital com datalogger
Aplicação típica em Ribeirão PretoDimensionamento de filtros, cortinas drenantes e análise de percolação em taludes
Registro de campoBoletim com curva vazão x tempo e cálculo de absorção específica

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre o ensaio Lefranc e o ensaio Lugeon?

O Lefranc mede a condutividade hidráulica em solos e rochas brandas através de um furo preenchido com água, registrando a vazão sob carga constante ou a dissipação de carga variável. O Lugeon é específico para maciços rochosos fraturados: aplica-se injeção de água em trechos isolados por obturador, com patamares de pressão crescentes e decrescentes, obtendo a absorção específica em unidades Lugeon.

Qual o custo médio de um ensaio de permeabilidade Lefranc em Ribeirão Preto?

O valor de referência é $100.000 por ponto ensaiado, incluindo a mobilização da equipe e a emissão do boletim de campo com cálculo do coeficiente k. O custo final depende da profundidade do trecho a ensaiar e da quantidade de pontos distribuídos na área de investigação.

Em que profundidade o ensaio de permeabilidade deve ser executado?

A profundidade de ensaio depende do objetivo: para rebaixamento de lençol, ensaia-se no trecho abaixo da cota prevista de escavação; para análise de percolação em taludes, nos horizontes identificados como potenciais caminhos preferenciais durante a sondagem SPT. Em Ribeirão Preto, é comum executar ensaios entre 5 e 25 metros, abrangendo o solo residual e o topo rochoso fraturado.

O ensaio de permeabilidade substitui a sondagem SPT?

Não substitui; são investigações complementares. A sondagem SPT fornece a estratigrafia, a resistência à penetração e a posição do nível d'água, enquanto o ensaio de permeabilidade quantifica a condutividade hidráulica nos trechos de interesse. O ideal é executar o ensaio de permeabilidade no mesmo furo da sondagem, isolando o intervalo a ensaiar, o que reduz custos e melhora a correlação entre os parâmetros.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Ribeirao Preto e arredores.

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