O subsolo de Ribeirão Preto é dominado pelo arenito Botucatu, com comportamento colapsível quando submetido à inundação. Já acompanhamos casos de recalques diferenciais em bairros como o Jardim Canadá por conta desse fenômeno, com trincas expressivas em menos de cinco anos de uso. O projeto de fundações superficiais exige aqui uma investigação geotécnica que vá além da sondagem tradicional. Antes de definir a geometria da sapata, combinamos o ensaio CPT para mapear a variabilidade vertical da resistência de ponta e do atrito lateral, especialmente em perfis com intercalações de siltito. A NBR 6122:2019 orienta o dimensionamento, mas a experiência local mostra que o controle da umidade de compactação é o fator crítico para eliminar o potencial de colapso. Em Ribeirão Preto, a profundidade do NA varia sazonalmente entre 5 e 15 metros, o que torna a verificação do estado de saturação parte obrigatória de qualquer projeto de fundações superficiais responsável.
O colapso do arenito Botucatu em Ribeirão Preto não é um mito acadêmico: é a causa real de patologias em dezenas de edifícios que ignoraram a inundação prévia do solo no projeto.



