A expansão urbana de Ribeirão Preto, projetada sobre os solos arenosos e os basaltos intercalados da Formação Serra Geral, trouxe consigo um parque edificado vertical cada vez mais denso. A presença de lineamentos estruturais e a sismicidade intraplaca registrada na região Sudeste, ainda que de baixa magnitude, exigem uma revisão criteriosa dos projetos estruturais. A aplicação de um projeto de isolamento sísmico de base desacopla a superestrutura do movimento do solo, aumentando significativamente a segurança em hospitais, centros de pesquisa e edifícios essenciais. O solo local, com comportamento variando de colapsível a rijo conforme a profundidade, influencia diretamente na escolha do sistema de apoio.
Para caracterizar o substrato antes da modelagem não linear, integramos a investigação de campo com o ensaio CPT para obter um perfil contínuo de resistência de ponta, fundamental na definição dos espectros de projeto específicos do sítio.
O isolamento sísmico não reduz a aceleração do solo; ele modifica a resposta da estrutura ao deslocar o período fundamental para longe das frequências predominantes do sismo, limitando a energia transmitida.



