O subsolo de Ribeirão Preto reserva desafios que vão além do basalto da Formação Serra Geral e dos arenitos do Grupo Bauru que afloram em boa parte da região. A cidade, situada sobre o Aquífero Guarani, apresenta contrastes geotécnicos marcantes entre os solos residuais de basalto e as coberturas cenozoicas, e é justamente essa heterogeneidade que torna a tomografia sísmica de refração e reflexão uma ferramenta indispensável para projetos de engenharia. Com altitudes que variam entre 500 e 800 metros, o relevo ondulado da área urbana e periurbana exige investigações que alcancem dezenas de metros de profundidade sem a necessidade de perfurações extensivas. Na nossa experiência, quando um cliente precisa mapear o topo rochoso, delimitar zonas fraturadas ou identificar cavidades antes de uma escavação profunda, a sísmica de refração entrega uma imagem contínua do perfil geomecânico que nenhuma sondagem pontual consegue fornecer sozinha. Empreendimentos que envolvem escavações profundas em solo saprolítico ou túneis em rocha alterada se beneficiam diretamente desse tipo de levantamento, que reduz incertezas na fase de projeto e evita surpresas durante a obra.
A tomografia sísmica revela, em perfil contínuo, o que dezenas de sondagens pontuais não conseguem enxergar — o mergulho real do topo rochoso e as zonas de fraqueza que condicionam a estabilidade da obra.



