Ribeirão Preto cresceu sobre os espessos mantos de alteração do arenito Botucatu. A expansão da zona sul e do entorno do Anel Viário trouxe um desafio recorrente: solos residuais e coluvionares com compacidade muito baixa nos primeiros metros. Quem constrói na cidade sabe que apoiar fundações diretas nesse material sem tratamento é assumir recalques diferenciais que podem comprometer a estrutura. A vibrocompactação surge como uma solução racional. Em vez de substituir solo ou aprofundar estacas, aplicamos energia de vibração para rearranjar os grãos e aumentar a densidade relativa in situ. Em Ribeirão Preto, onde o nível d'água costuma estar profundo, a técnica encontra condições ideais de aplicação. Muitas vezes combinamos a investigação inicial com um ensaio SPT para mapear a espessura da camada fofa antes de definir a malha de pontos.
A vibrocompactação em solos arenosos de Ribeirão Preto pode elevar a densidade relativa de 30% para mais de 75%, eliminando o risco de colapso por saturação.



